quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS CEGOS E COM BAIXA VISÃO


Os alunos com deficiência visual não constituem um grupo homogêneo, com características comuns de aprendizagem, sendo também um erro considerá-los como um grupo a parte, uma vez que suas necessidades educacionais básicas são geralmente as mesmas que as das crianças de visão normal.
O deficiente visual é aquele que difere da média visual dos outros, que necessita de professores especializados, adaptações curriculares e/ou materiais adicionais de ensino.
Ele apresenta uma variação de perdas que pode se manifestar em diferentes graus de acuidade visual, desde a ausência da percepção de luz até 0,3 (Snellen)¹, conforme detalhado na definição médica e educacional.
Para trabalhar com crianças deficientes visuais há necessidade de um conhecimento prévio de cada caso, para elaboração de um plano educacional adequado às características e necessidades do educando. Algumas informações importantes devem ser escutadas junto aos pais ou responsáveis pela criança. Essas informações serão, posteriormente, ampliadas de acordo com o desenvolvimento das atividades no contato direto com o aluno. Segundo dados de especialistas, o sistema visual detecta e integra de forma instantânea e imediata mais de 80% dos estímulos no ambiente.
Esses alunos recebem e organizam informações no processo de apropriação do conhecimento e construção da realidade em um contexto impregnado de padrões de referências e experiências eminentemente visuais, que os coloca em situação de desvantagem. Assim:
[...] necessitam de um ambiente estimulador, de mediadores e condições favoráveis à exploração de seu referencial perceptivo particular. No mais, não são diferentes de seus colegas que enxergam no que diz respeito ao desejo de aprender, aos interesses, à curiosidade, às motivações, às necessidades gerais de cuidados, proteção, afeto, brincadeiras, limites, convívio e recreação dentre outros aspectos relacionados à formação da identidade e aos processos de desenvolvimento e aprendizagem. Devem ser tratados como qualquer educando no que se refere aos direitos, deveres, normas, regulamentos, combinados, disciplina e demais aspectos da vida escolar. (SEESP/MEC, 2007, p. 14)

¹ Snellen – Tabela para diagnosticar a condição visual de cada pessoa.

Conforme exposto acima, os alunos com deficiência visual devem ser tratados como seus colegas videntes, pois têm os mesmo desejos de aprender como os demais. A educação da criança deficiente visual deve-se processar por meio de atividades, projetos, programas, cursos, no ensino itinerante e na classe comum, recebendo apoio do professor especializado.
Em qualquer desses programas, os objetivos, conteúdos e procedimentos não são essencialmente diferentes da educação comum; tais crianças necessitam de uma educação geral, somada a um tipo de educação compatível com seus requisitos especiais, fazendo ou não uso de materiais ou equipamentos de apoio.
A educação do deficiente visual, como toda educação especial, necessita de professores especializados, profissionais qualificados nesta área, métodos e técnicas específicas de trabalho, instalações e equipamentos especiais, bem como algumas adaptações ou adições curriculares.
O principal fator a considerar no encaminhamento de uma criança aos programas de educação especial para deficientes visuais é a existência de um impedimento visual de tal ordem que, mesmo após correção óptica ou tratamento, ela não apresente condições para acompanhar o ensino regular sem as devidas adaptações ou recursos específicos (acuidade visual de 0 a 0,3 Snellen), requerendo a participação de especialistas para orientação e desenvolvimento de habilidades que permitam progressivamente, sua inclusão no ensino comum.
A tendência atual da educação especial, em todo o mundo, é manter na escola comum o maior número possível de crianças com deficiência. Aquelas que podem ser educadas num programa regular de ensino, com serviços suplementares e complementares.



 "Esse é um fragmento do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da graduação em Pedagogia."


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