segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quem sou eu?

"Quem sou eu?
Pra que o Deus de toda terra
Se preocupe com meu nome
Se preocupe com minha dor
Quem sou eu?
Pra que a Estrela da manhã
Ilumine o caminho
Deste duro coração
Não apenas por quem sou
Mas porque Tu és fiel
Nem por tudo o que eu faça
Mas por tudo o que Tu és
Eu sou como um vento passageiro
Que aparece e vai embora
Como onda no oceano
Assim como o vapor
E ainda escutas quando eu chamo
Me sustentas quando eu clamo
Me dizendo quem eu sou
Eu sou Teu
Quem sou eu?
Pra ser visto com amor
Mesmo em meio ao pecado
Tu me fazes levantar
Quem sou eu?
Pra que a voz que acalma o mar
E acaba com a tormenta
Que se faz dentro de mim
Não apenas por quem sou
Mas porque Tu és fiel
Nem por tudo o que eu faça
Mas por tudo o que Tu és
Eu sou como um vento passageiro
Que aparece e vai embora
Como onda no oceano
Assim como o vapor
E ainda escutas quando eu chamo
Me sustentas quando eu clamo
Me dizendo quem eu sou
Eu sou Teu
Eu sou Teu
Eu sou Teu Senhor!
[...]"
(Quem sou eu? - PG)

domingo, 12 de dezembro de 2010

A adoração que agrada a Deus

"Deus quer você por inteiro.
Deus não quer apenas uma parte da sua vida. Ele pede todo o seu coração, toda a sua alma, toda a sua mente e toda a sua força. Deus não está interessado em um comprometimento tímido, em uma obediência parcial ou em sobras de seu tempo e dinheiro. Ele deseja sua total devoção, e não pequenos pedaços de sua vida.
[..] Existe a forma certa e a forma errada de adorar. A Bíblia diz: Sejamos agradecidos, e adoremos a Deus de um modo que o agrade (Hebreus 12.28). O tipo de adoração que agrada a Deus tem quatro características.
Deus se agrada quando nossa adoração é precisa. As pessoas frequentemente dizem "Eu gosto de pensar em Deus como...", e então contam sobre que tipo de Deus gostariam de adorar. Mas nós não podemos apenas criar nossa própria imagem de Deus, confortável e politicamente correta, e adorá-la. Isso é idolatria.
[...]
"Adorar em verdade" significa adorar a Deus tal como ele é verdadeiramente revelado na Bíblia.
Deus se agrada quando nossa adoração é autêntica.
[...]
Quando adoramos, Deus olha para ver a postura de nossos corações. A Bíblia diz: O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração (1 Sm 16. 7b).
Visto que adoração envolve regozijar-se em Deus ela mobiliza as emoções. Deus lhe deu emoções para que você pudesse adorá-lo com intensidade - mas essas emoções devem ser genuínas, não fingidas. Deus odeia hipocrisia. Ele não quer exibicionismo, fingimento ou falsidade na adoração. Ele deseja o seu amor sincero e verdadeiro. Podemos adorar a Deus de modo imperfeito, mas não podemos adorá-lo sem sinceridade.
[...]
Hoje em dia, muitas pessoas comparam estar comovido com a música a ter sido tocado pelo Espírito Santo, mas não é a mesma coisa. A verdadeira adoração acontece quando seu espírito responde a Deus, e não a alguma melodia musical. Na verdade, algumas canções introspectivas e sentimentais impedem a adoração, pois retíram a evidência de Deus e a transferem para nossos sentimentos. Sua maior distração na adoração é você mesmo - seu interesse e preocupações com o que os outros pensam a seu respeito.
[...]
Gary refletiu consigo mesmo: Se Deus propositadamente nos fez a todos diferentes, por que deveríamos todos amar a Deus da mesma forma? [...]
Em seu livro Sacred pathways [Caminhos sagrados], Gary identifica nove maneiras pelas quais as pessoas se aproximam de Deus; os naturalistas, que são mais motivados a amar a Deus ao ar livre, em ambientes naturais. Os sensitivos, que amam a Deus com os seus sentidos e apreciam belos cultos de adoração quem envolvam aspecto visual, paladar, aroma e toque, não apenas sua audição. Os tradicionalistas, que se aproximam de Deus por meio de rituais, liturgias, símbolos e estrutura rígidas. Os ascetas, que preferem amar a Deus em solidão e simplicidade. Os ativistas, que amam a Deus pelo confronto com o mal, combatendo a injustiça e trabalhando para tornar o mundo um lugar melhor. Os caridosos, que amam a Deus amando os outros e suprindo suas necessidades. Os entusiastas, que amam a Deus com festas. Os contemplativos, que amam a Deus por meio da adoração. E os intelectuais, que amam a Deus ao estudá-lo com a mente (Grand Rapids: Zondervan, 2000).
Não há uma abordagem "tamanho único" para adorar e desenvolver amizade com Deus. Uma coisa é certa: você não glorifica a Deus tentando ser alguém que ele nunca quis que você fosse. Deus quer que você seja você mesmo.
Deus se agrada quando nossa adoração é atenta. [...]
Jesus chamou as orações desatentas de vãs repetições (Mt 6.7). Até mesmo termos bíblicos podem se tornar expressões banalizadas pelo uso exagerado, e então deixamos de pensar no significado. É tão mais fácil utilizar chavões ao adorar, em vez de fazer um esforço para honrar a Deus com palavras originais. [...]
[...] Deus insiste em que nossos cultos sejam compreensíveis ao não crentes quando eles estiverem presentes em nossas reuniões de adoração. Paulo observou: Se você estiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer Amém à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo? Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado (1 Coríntios 14. 16,17). Ser sensível ao tratar com não crentes que visitam o culto é uma ordem bíblica. Desprezar essa ordem é tanto desobediência quanto crueldade. [...]
Deus se agrada quando nossa adoração é prática. [...]
Você já ouviu pessoas dizerem. "Não poderei estar na reunião desta noite, mas estarei com você em espírito". Você sabe o que isso significa? Nada. Isso é inútil! Enquanto você estiver na terra, seu espírito só poderá estar onde seu corpo estiver. Se seu corpo não pode estar lá. Você também não está.
[...]"
(Uma vida com propósitos: Você não está aqui por acaso - Rick Warren)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Esperança

"Muitas vezes a nossa vida se compara a de uma árvore. Assim como a árvore, nós também vivemos diferentes estações. Não há como fugir delas. O inverno talvez seja a estação mais triste. As folhas começam a murchar até caírem completamente. As flores já não existe mais, os frutos desaparecem. O que resta para quem observa a pobre árvore, são os galhos retorcidos que, uma vez expostos, revelam as imperfeições antes escondidas pela beleza superficial. Mas não devemos nos enganar: aquilo que parece estar matando a árvore na verdade é essencial para sua sobrevivência. Ainda que o inverno esteja rigoroso, seco, sem cor ou perfume, a árvore não está morta. A vida ainda está dentro dela. As forças, antes usada para embelezar a árvore, agora são gastas para fazê-la crescer, onde ninguém vê, aprofundando suas raízes. Dizem ainda que em muitos lugares onde não há inverno as árvores não produzem frutos.
E assim também acontece conosco. Muitas vezes Deus nos guia até o deserto para ali nos revelar o nosso próprio coração (Dt 8.2). Toda beleza superficial desaparece e passamos a enxergar as nossas próprias falhas e limitações. Nossa justiça própria se revela como um "trapo de imundicie" (Is 64.6) e nos murchamos como as folhas de uma árvore que seca. As circunstâncias que não podemos mudar e os sonhos que parecem não se realizar nos levam a um estado de desconsolo e desesperança semelhante ao de uma árvore no inverno, adoecendo o nosso coração (Pv 13.12).
Muitos se perdem exatamente aí, no inverno de suas vidas, Mas, em vez disso, podemos nos render ao processo divino de fazer morrer o que é superficial e ganhar vida no interior. São mudanças de valores que fazem parte do nosso crescimento espiritual. O inverno é uma oportunidade de conhecermos a nós mesmos e de sermos transformados à medida em que conhecemos a Deus intimamente. É no inverno da alma que podemos aprender a dependência total paa com o Senhor e a desfrutar o descanso em sua soberana vontade. É na morte do "eu" que renascemos para uma nova vida: aquela que Deus tem para nós. É na falência de nossas próprias tentativas que passamos a experimentar o braço do Senhor agindo em nosso lugar. É quando não podemos mais seguir adiante que Deus nos carrega no Seu colo paterno e, então, podemos chegar onde devemos ir. É na nossa limitação que experimentamos o poder de Deus se aperfeiçoando em nossa fraqueza. É assim que trocamos os trapos da nossa justiça pela obra perfeita e graciosa de Cristo na cruz.
Durante o inverno, podemos simplesmente nos render e adorar. É verdade que às vezes nos debatemos, mas quando enfim nos rendemos, entramos como que em estado de hibernação, onde "dormimos" interiormente.
Nossos sonhos, projetos, as promessas de Deus para nós parece estar em um "estado de espera". E realmente estão, elas não morreram. As palavras de vida, proclamadas por Deus a nosso respeito, estão dentro de nós, aguardando o tempo oportuno. São promessas do Senhor para o nosso casamento, para nossos filhos, para nossos ministérios. E enquanto descansamos no Senhor, Ele trabalha para cumprir cada uma de suas palavras.
Durante o inverno tudo o que podemos fazer é esperar; é ter a esperança da próxima estação. E quando a primavera chegar, aquela pobre e sofrida árvore sofrerá uma maior transformação. As águas irão regá-la novamente e ela voltará a dar flores, frutos e suas folhas verdes serão mais bonitas do que nunca! Creia: a primavera vai chegar! E aquilo que você tanto espera deixará de ser esperança, pois você tocará as flores, comerá os frutos e viverá o cumprimento das promessas! Assim como a noite escura passa e a alegria vem com o amanhecer, em breve a luz do Senhor vai acender o seu coração adormecido."
(CD Diante do Trono)